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sábado, 24 de outubro de 2009

Mais um pouco de psicanálise...

Lendo uma revista hoje, achei uma notícia que remete ao post de alguns dias atrás: dos monumentos com apelos psicológicos.



Esse aí de cima é um movimento criado pelos ambientalistas do Greenpeace, feito no Templo da Terra, em Pequim. O objetivo é alertar sobre as altas temperaturas no planeta, que dificilmente serão contidas sem ações imediatas.

As 100 esculturas de gelo do tamanho de crianças representam as mais de 1 milhão de vidas que podem desaparecer só na Ásia (um dos continentes mais vulneráveis) se a onde de calor do planeta não for refreada. As esculturas, que vão literalmente derretendo com o passar do tempo, indicam uma "contagem regressiva" para mobilizar os governos dos países participantes da Conferência Mundial sobre Mudanças Climáticas, que será realizado em dezembro, em Copenhagem.

No Brasil, desde agosto foram instalados relógios solares gigantes em dez capitais para marcar os dias que faltam até a abertura da Conferência.

Escrito por Lê.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

A cidade vivida

Entre tantas coisas que nos une, está o urbanismo.
Me deu vontade de compartilhar uma visão que a maioria das pessoas não tem do espaço público:



A cidade, mais do que o conjunto de elementos construídos e interligados, é um espaço de projeção das neuroses e fobias dos cidadãos - segundo a psicanálise.

A percepção que temos da nossa cidade é condicionada por nossos desejos, emoções e nosso sentimentos. Essa afirmação vai de encontro a idéia urbanística tradicional que sempre entendeu que a matéria-prima da sua disciplina eram os objetos arquitetônicos e as formas geométricas, não levando em consideração a reação subconsciente que tais objetos causariam em seus usuários.

A ciência da Fenomenologia ajuda a explicar essa dinâmica, dizendo que a fonte do conhecimento pessoal está no corpo e nos sentidos, que nesse caso específico auxiliam na compreensão e na leitura do espaço urbano.
Existem percepções sensoriais que são inseparáveis da identidade da cidade (por exemplo: o clima chuvoso de Londres, o mau cheiro de Itajaí). Ou seja, as correntes de ar, a cor do território, o aroma da flora nativa, também fazem parte do desenho urbano de uma cidade.



Obra referência da incorporação da pscicanálise no objeto arquitetônico:
Monumento aos Judeus Vítimas do Holocausto, de Peter Eisenman, Berlim.




O monumento é como uma floresta de 2.711 blocos de concreto, que ocupa uma área de 19 mil metros quadrados. Distantes com precisão de 95 centímetros uns dos outros, os pilares não permitem que duas pessoas caminhem lado a lado no interior do monumento. O objetivo é levar o visitante a avançar sozinho e a experimentar o que significa a solidão, a impotência, o desespero.



- A cidade é percebida pelos seus habitantes através dos seus sentidos.

- A imagem intelectual que os habitantes fazem da cidade é feita a partir da sua vivência cotidiana.




Para saber mais:
- "A imagem da cidade", de Kevin Lynch
- "Ciudad hojaldre, visiones urbanas del siglo XXI", de Carlos Garcia Vázquez.

Escrito por Lê.