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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Uma vida inventada

Esse é o nome do livro que prendeu a minha atenção nos últimos dias. Comprei por curiosidade, pra conferir se a Maitê Proença era tão boa escritora como apresentadora do Saia Justa (nunca tive uma admiração muito grande por ela devido ao seu “talento cênico”, mas no programa do GNT ela me surpreende com as opiniões inteligentes e sempre muito bem embasadas). Aproveitei uma promoção na internet e resolvi arriscar no livro!


E que aposta mais acertada! O livro me conquistou ao ponto de ler 120 páginas em um dia no meio do semestre letivo – e quem faz arquitetura sabe que encontrar tempo assim pra ler um livro é praticamente impossível. Ou seja, o livro me ganhou.


É uma mescla de biografia com ficção. Histórias se misturam e você não sabe mais se é a Maitê ou a personagem em certos momentos; uma “confusão” instigante.
Quem vê essa mulher com toda pompa e elegância de estrela da novela das oito, não imagina a história de vida triste que ela carrega. Vale a pena pela história, e principalmente pela narração perspicaz da autora, que se mostrou pra mim muito íntima da palavra escrita.

“Apesar de tristes são bonitas as mentiras que as pessoas criam para seguir. Um sopro de glória, uma pitada de grandeza, um toque de graça, qualquer coisa vale, que eleve a mediocridade a patamares mais aceitáveis. Há muita dor nisso de ser jogado numa existência amesquinhada, sem saída e quase animal, mas com a consciência humana para perceber sua condição. É de um cinismo cruel. Nunca entendi por que são tão poucos os suicídios no mundo. Digam o que quiserem os religiosos, não pode ser outra coisas se não legítimo dispor do próprio corpo para interromper o intolerável. E há tantos momentos intoleráveis.”

Trecho retirado do livro Uma vida inventada – Maitê Proença.
Escrito por Lê.